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Conheça os futuros supercomputadores de mais de US$ 1 bilhão da AMD



Acordo com o Departamento de Energia dos EUA prevê dois novos supercomputadores com foco em inteligência artificial e desempenho extremo

A AMD anunciou nesta semana um acordo de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões) com o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) para o desenvolvimento de dois novos supercomputadores de última geração.

Os sistemas serão instalados no Oak Ridge National Laboratory (ORNL), em Oak Ridge, Tennessee, um dos centros de pesquisa mais avançados do país. O primeiro supercomputador está previsto para entrar em operação no início de 2026, enquanto o segundo deve ser concluído em 2028, com funcionamento previsto para 2029.

Lux e Discovery: os supercomputadores da nova era da IA

O primeiro equipamento, batizado de Lux, será baseado em chips de inteligência artificial MI355X da AMD e foi desenvolvido em parceria com a Hewlett Packard Enterprise (HPE), a Oracle Cloud Infrastructure e o próprio ORNL.

Segundo Lisa Su, presidente e CEO da AMD, o tempo de implantação do Lux está sendo mais rápido que a média global para computadores desse porte.
“Essa é a velocidade e a agilidade que queríamos para os esforços de IA dos Estados Unidos”, afirmou Su.
A expectativa é que o Lux ofereça capacidade de inteligência artificial até três vezes maior que as estruturas atuais, tornando-se uma das máquinas mais poderosas já criadas.

Já o segundo supercomputador, batizado de Discovery, utilizará chips MI430, desenvolvidos especialmente para alto desempenho computacional (HPC) e treinamento de modelos de IA em larga escala.

O projeto será construído em instalações do DOE, com colaboração direta entre a AMD e o governo americano permitindo que empresas privadas e laboratórios federais compartilhem recursos de pesquisa e desenvolvimento.

Avanços esperados com os supercomputadores da AMD

De acordo com a AMD, o Lux e o Discovery foram projetados para treinar, ajustar e implantar modelos avançados de IA, com foco em acelerar descobertas científicas e tecnológicas.
  • Lux: otimizado para cargas de trabalho com uso intensivo de dados e centradas em modelos de IA;
  • Discovery: projetado para revolucionar o desempenho e a eficiência energética em computação de alto desempenho.
Esses novos supercomputadores devem impulsionar pesquisas em áreas estratégicas, como:
  • Energia e sustentabilidade;
  • Biotecnologia e medicina;
  • Desenvolvimento de materiais avançados e semicondutores;
  • Segurança nacional e inovação em manufatura.
Segundo a AMD, os sistemas também serão fundamentais para o desenvolvimento de reatores, baterias, catalisadores e chips de nova geração, fortalecendo a posição dos Estados Unidos como líder em tecnologia de ponta.

Impacto global e liderança da AMD

Com o projeto, a AMD reforça sua posição no mercado global de supercomputadores e IA, atualmente dominado por empresas como Nvidia e Intel.

A aposta da empresa é que, com a nova geração de chips MI355X e MI430, os supercomputadores Lux e Discovery ajudarão a criar modelos de IA mais eficientes e poderosos, contribuindo tanto para avanços científicos quanto para aplicações comerciais.
“Esses sistemas vão expandir os limites do que é possível em inteligência artificial e pesquisa científica”, declarou Lisa Su.

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