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Nampula: ANE precisa de 130 milhões de meticais para garantir transitabilidade das vias na época chuvosa



A Administração Nacional de Estradas (ANE), em Nampula, estima necessitar de 130 milhões de meticais para assegurar a transitabilidade das vias durante a época chuvosa que já começou no norte de Moçambique. O valor integra o plano de contingência destinado a prevenir danos e garantir que pessoas e bens continuem a circular mesmo em condições adversas.

De acordo com o delegado provincial da ANE, Mateus Espírito Santo, o montante representa os custos previstos para reparações imediatas e intervenções de emergência ao longo da rede viária da província.

“Temos um plano de contingência de cerca de 130 milhões de meticais para garantir reparações imediatas e permitir circulação, mesmo que de forma precária”, explicou.

Estimativa ainda sem fundos disponíveis

Citado pelo Jornal Rigor, o responsável esclareceu que os 130 milhões representam apenas uma estimativa indicativa, baseada nos danos registados em épocas chuvosas anteriores.

“É apenas uma previsão. Não se trata de um valor disponível. É aquilo que poderemos precisar caso se confirmem as previsões de chuva”, afirmou.

A ANE já posicionou empreiteiros de manutenção de rotina em pontos estratégicos de Nampula, permitindo intervenções rápidas em danos de menor dimensão, reduzindo constrangimentos para automobilistas e operadores de transporte.

Intervenções imediatas e prioridade aos pontos críticos

Segundo Mateus Espírito Santo, caso ocorram danos mais complexos, serão lançados concursos específicos para atender emergências maiores. Enquanto isso, a instituição promete intervir de forma faseada, priorizando as zonas mais críticas para evitar interrupções prolongadas.

“O nosso objectivo é garantir que pessoas e bens possam circular, mesmo que em condições limitadas. Trabalhamos para evitar que a chuva volte a isolar distritos, como aconteceu em anos anteriores”, sublinhou.

Danos anteriores e troços ainda vulneráveis

As chuvas do ano passado provocaram danos significativos na rede viária, incluindo três cortes na Estrada Nacional Número Um (N1). Segundo a ANE, esses troços já foram repostos, assim como a via de Muecate, embora algumas zonas continuem com transitabilidade precária.

Estão em curso esforços para mobilizar recursos destinados a intervenções em Ampuece, Ribaué–Lalau, Liúpo–Angoche e Nacala-a-Velha–Memba, onde os actuais desvios servem apenas como solução provisória.

Chuvas podem provocar erosões e submersão de infra-estruturas

Com o início da nova época chuvosa, a ANE alerta para riscos acrescidos de erosões, submersão de pontes e aquedutos, e danos estruturais agravados pelo trânsito de veículos pesados.

“Pedimos aos automobilistas que evitem cargas excessivas e redobrem a cautela nas aproximações de aquedutos e pontes, pois podem existir infra-estruturas submersas ou instáveis”, apelou Mateus Espírito Santo.

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